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Desaparecida da cozinha

por raio-de-luar, em 24.11.14

Parece, não parece? Eu sei.

Seria de esperar que com uma ajudante de peso na cozinha eu andasse numa de me aventurar por receitas nunca antes exploradas. Seria. Não fosse esta história das intolerâncias me atirar para um plano alimentar tão restrito que as refeições vão variando entre peixe grelhado, cozido, na loucura, um peixe no forno. Desta feita, poucas, ou nenhumas novidades dignas de registo há a fazer no blog. 

Até a minha forma de ler outros blogs de culinária mudou um pouco. Passo por variadíssimas receitas e já só penso no que posso comer, ou não. A maioria não e nem vontade de guardar para mais tarde tenho. 

Estou a meio do percurso. Falta pouco mais de duas semanas para repetir o teste e poder perceber como o meu corpo reagiu a esta desintoxicação. Estou a prever resultados que se vão repetir. Só me vão confirmar a intolerância que há e haverá. Desejo que haja resultados que não se repitam. Se de futuro poderei comer ocasionalmente ou evitar de vez, só experimentando para ver a reação.

Nem tudo é negativo. Isto custa, claro que custa. Mudar hábitos, deixar o que se julgava como um dado adquirido, como um hábito saudável, custa, mexe com os nervos, deixa um pouco sem chão. Mas tenho conseguido gerir tudo, adquiri nova rotina alimentar, novos alimentos, dei importância a outros que me passavam ao lado. E os resultados estão à vista: há muito tempo que não me sentia tão bem. E o nosso bem-estar e saúde é algo que não tem preço e que vale o sacrifício.

Sacrificado tem andado este blog. Ainda recentemente tive um elogio na página de facebook, e os elogios sabem bem e dão alento para continuar esta partilha de receitas, de ideias, de sabores. Nunca pretendi um blog de referência gastronómica. Sou tão (gritantemente) amadora. Vê-se nas fotos de qualidade relativa, na loiça banalíssima, no empratamento caseiro. Mas é isso que este blog é: o espaço onde duas amigas, donas de casa, trabalhadoras a tempo inteiro, e que gostam de comer e de cozinhar, vêm partilhar, conforme os dias vão permitindo, as suas culinarices. E ainda assim, com toda esta simplicidade e humildade, receber um elogio é muito gratificante. Obrigada!

Quanto às leitoras assíduas, o meu (nosso) pedido de desculpa pela ausência. Vir aqui publicar como se faz um peixe grelhado, sem qualquer detalhe digno que registo que faça a diferença, com uma salada de rúcula é algo que não me atrai. Nem postar uma foto do meu prato com peixe cozido, ovo e couve. Pouco interessante.

A seu tempo, espero retomar este cantinho de forma mais assídua.  

 

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Creme de couve flor com feijão verde

por raio-de-luar, em 18.11.14

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Ingredientes:

  • 1 cougertte
  • 1 nabo
  • 1 chuchu
  • 1 cebola
  • couve flor (um resto de couve já cozida)
  • feijão verde a gosto
  • 800ml de água
  • sal e azeite q.b.

Colocar no copo a cebola, o chuchu, o nabo e a courgette cortados em pedaços. Temperar com um pouco de sal e um fio de azeite. Colocar a água. Programar 20 minutos, velocidade 1, temperatura 100º. Findo o tempo, juntar a couve flor cozida, acrescentar mais 10 minutos. Terminado o tempo, triturar a sopa, programando 2 minutos, sem temperatura, começar na velocidade 3 e ir aumentando gradualmente até à 7. Juntar o feijão verde cortado em pedaços, se a sopa estiver muito grossa, acrescentar um pouco de água, retificar o sal, e programar 5 minutos, velociadade 1, temperatura 100º.

Um delicado creme de couve flor, que combina muito bem com os pedacinhos de feijão verde. 

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Bacalhau assado no forno com batata doce

por raio-de-luar, em 17.11.14

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 Ingredientes:

  • 4 postas de bacalhau
  • 1 cabeça de dentes de alho
  • 1 folha de louro
  • 1 colher de chá de pimentão doce
  • 1 colher de sopa de salsa
  • pimenta branca
  • 2 batatas doces cortadas às rodelas
  • azeite

Esmagar, ainda com casca, os dentes de alho. Espalhar no fundo de um tabuleiro de ir ao forno.  Juntar o pimentão doce, a folha de louro partida em pedacinhos, a pimenta branca, a salsa e azeite. Envolver tudo. Colocar as postas de bacalhau em cima deste tempero, com a pele virada para cima. Deixar repousar alguns minutos para apanhar o gosto do tempero. 

Lavar e cortar as batatas doces às rodelas. Temperar com flor de sal. Virar as postas de bacalhau (a pele para baixo) e espalhar as batatas entre as postas. Regar generosamente com azeite. Levar a forno já quente a 200º entre 50 minutos a uma hora. 

Acompanhei com salada de tomate e cebola roxa temperada com vinagrete e aromatizada com ervas finas.

Uma ótima sugestão para o assado de domingo. 

 

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Pargo Mulato no forno

por raio-de-luar, em 16.11.14

 

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 Ingredientes:

  • 2 pargos mulatos inteiros
  • 2 cebolas
  • 2 dentes de alho
  • 1 lata de tomate
  • salsa q.b.
  • orégãos q.b.
  • azeite q.b.
  • sal q.b.

No fundo de um tabuleiro de ir ao forno dispor as cebolas cortadas às rodelas, os dentes de alho laminados e o tomate cortado em pedaços. Colocar em cima desta cama o peixe. Polvilhar com salsa, orégãos, sal e regar com azeite.

Levar ao forno, já aquecido a 200º, o peixe coberto com uma folha de alumínio os primeiros 30 minutos. Dependendo do tamanho do peixe, demora a assar entre 50 minutos a 1 hora.

 Acompanhei com salada de agrião.

 

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Sopa de agrião

por raio-de-luar, em 15.11.14

 

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 Ingredientes:

  • 2 chuchus
  • 1 cebola
  • 1 nabo
  • cerca de 200gr de abóbora
  • sal, azeite a gosto
  • 800/900ml de água
  • um punhado de agriões frescos

 

Colocar no copo a cebola, os chuchus, o nabo e a abóbora cortados em pedaços. Temperar com um pouco de sal e um fio de azeite. Colocar a água. Programar 30 minutos, velocidade 1, temperatura 100º. Findo o tempo, triturar a sopa, programando 2 minutos, sem temperatura, começar na velocidade 3 e ir aumentando gradualmente até à 7. Juntar os agriões, se a sopa estiver muito grossa, acrescentar um pouco de água, retificar o sal, e programar 5 minutos, velociadade 1, temperatura 100º.

Prontinha. E uma delícia!

 

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Batata doce assada com abóbora

por raio-de-luar, em 14.11.14

Para um acompanhamento diferente, com as cores e sabores da estação. 

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 Ingredientes:

  • 2 batatas doces cortadas às rodelas (com casca)
  • 1 pedaço de abóbora menina em cubos (com casca)
  • pimenta (moinho 5 pimentas)
  • flor de sal
  • 1 dente de alho picado
  • tomilho a gosto
  • 1 folha de louro
  • salsa a gosto
  • azeite

Humedecer papel vegetal e forrar um tabuleiro de ir ao forno com ele. Numa taça colocar as batatas cortadas às rodelas e a abóbora em cubos. Temperar com a pimenta, a flor de sal, a folha de louro partida, o dente de alho picado e um pouco de azeite. Envolver tudo e espalhar pelo tabuleiro. Polvilhar com tomilho e salsa, regar com um fio de azeite e levar a forno quente a 200º entre 25 a 30 minutos. 

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Intolerâncias alimentares: e agora?

por raio-de-luar, em 03.11.14

Tenho andado ausente por vários motivos. Um deles, talvez o principal, é que nos últimos tempos pouco tenho feito de novo, e a alimentação, por problemas de saúde, tem sido grelhados, saladas e legumes, e pouco mais. 

Finalmente fui fazer o teste às intolerâncias alimentares, numa tentativa de perceber a causa de uma série de sintomas que tenho tido nos últimos meses. E percebi que sou intolerante a praticamente tudo o que costumo comer no dia a dia.

Não significa que a intolerância seja permanente. Não significa que vá ficar sempre intolerante a todos os alimentos que deram positivo no teste, mas para já e para perceber se é intolerância ou se é o corpo saturado que precisa de uma pausa, preciso repensar toda a minha alimentação, tendo em conta que no próximo mês não posso comer:

  • açúcar
  • trigo/glúten (arroz, massas, bolachas, pão)
  • chocolate
  • cenoura
  • feijão
  • banana
  • amendoim
  • café
  • pimento
  • canela (aqui sou mesmo alérgica, nunca me apercebi porque como não gosto, raramente como)
  • sal
  • carne vermelha
  • carne branca
  • alface
  • laticínios (leite, iogurtes, natas)
  • amêndoa
  • óleo

E ainda devo evitar ao máximo:

  • limão
  • brócolos
  • camarão
  • morango

Os resultados já seguiram para a nutricionista e é a minha esperança de encontrar alternativas para poder cumprir a mais básica das necessidades, sem sofrer horrores: alimentar-me.

Eu, que não entendia porque comia um bife de peru grelhado com alface ficava cheia de cólicas, inchaço abdominal, flatulência, agora percebo: sou intolerante à alface e às carnes brancas. Pensava que estava a ter uma refeição saudável, e afinal ando aqui com o corpo a rejeitar a comida que lhe dou. 

Estou revoltada. Estou meia perdida. Não sei se não me terei de tornar vegan à força. Ou isso ou mantenho os alimentos habituais e sofro. 

Lamento pela ausência, mas neste momento passo por todo um processo que está a ser difícil de aceitar e solucionar em termos alimentares.

 

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